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ARTIGO DE OPINIÃO


                                     Por Inácia Vitória dos Santos




CRIANÇAS COPIAM ADULTOS!


      
          Tudo pode começar com uma simples brincadeira, como pegar um objeto de algum coleguinha sem que o mesmo perceba, ou até mesmo fraudar o resultado de alguma atividade realizada na escola ou não. Porém, muitas vezes, no intuito de ser favorecido (a), primeira vista, pode até parecer algo “inocente” e que, segundo a criança julgue não estar prejudicando ninguém, mas o fato é que por trás desse comportamento inadequado pode estar se escondendo um futuro inadimplente, golpista, estelionatário, um mau caráter, ou na verdade, um ser sem escrúpulos algum.
          É importante que estejamos sempre atentos a observar determinados comportamentos que surgem, ainda mesmo na infância, fase em que as crianças estão formando a sua personalidade, pois de acordo com Piaget é por meio das ações e interação do sujeito com o ambiente onde vive que ele vai construindo parte de sua personalidade. Por isso, é justamente, nesse período que se deve fazer uma intervenção oportuna e coerente, se porventura, percebermos algum tipo de desvio de conduta por parte da criança. Se assim agirmos, provavelmente poderemos combater em tese a má índole, lá na raiz, isto é, na origem, uma vez que, nessa fase as crianças ainda não têm noção, nem tampouco consciência de seus atos e, muito menos ainda, faz ideia da gravidade de seu delito, especialmente, das consequências dele provenientes. Isso, em virtude de sua pouca maturidade, entretanto, caso não seja feito nada neste sentido, o resultado já sabemos ou até podemos prever qual será!
          Como vimos, anteriormente, a criança ainda não tem uma personalidade formada, a mesma vai se espelhando, a princípio, no seu grupo familiar, porquanto nessa fase, ela age por pura imitação. E se a criança apresenta este ou aquele comportamento, sua família ou responsáveis devem refletir sobre suas ações, ou seja, qual está sendo o modelo de referência passado para a criança? Pois ela não apresenta determinadas ações de forma isolada, tudo o que vivencia no seu meio social vai internalizando, paulatinamente. Conforme Vygotsky ocorre à fase que é caracterizada pela imitação, na qual a criança copia os modelos do adulto.  
          O professor ou até mesmo pais e/ou responsáveis têm um papel importante neste sentido, visto que são responsáveis, direta ou indiretamente, pela educação e bem estar das crianças. De modo que, necessitam sempre estar vigilantes a determinados comportamentos apresentados por estas, isso em diversos contextos em que se fizerem necessários, afim de que possam evitar que as mesmas, desenvolvam ou até venham se tornar “seres nocivos” ao seu meio social. Fato que, infelizmente temos de sobra na nossa sociedade. Portanto, nós adultos temos sim, muita responsabilidade em relação ao futuro de nossas crianças, especialmente, ao modo como nos portamos diante delas, pois é por meio de nossas ações, que elas extraem pra si, o que julgam importantes. Somos a sua referência, e se porventura, apresentamos algum desvio de conduta, estas irão achar natural, porque nos admiram, ou seja, irá nos copiar, positivamente ou negativamente, por isso, devemos ser vigilantes neste sentido também. Qual imagem queremos passar para as crianças? Qual imagem elas têm de nós? E, principalmente, qual imagem está sendo passada, positiva ou negativa?
          Enfim, devemos ser cautelosos, não somente ao modo como as crianças se portam no seu meio social, mas, sobretudo, ao modo como nos portamos diante delas, já que isso poderá determinar em 99% a conduta que elas poderão ter no futuro. Dentro de nós reside o livre arbítrio, para escolher o que fazer! A nossa decisão poderá mudar o rumo dessa história e assim, encontrarmos o mecanismo da vida consciente. Consciente sim, por fazer a escolha certa!

Caro leitor, leia e tire as suas próprias conclusões! Afinal, cada leitor é livre para pensar e socializar as suas ideias e convicções, jamais impôr o seu ponto de vista, mas, saber respeitar e aceitar a opinião dos demais!


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